CSS não decepcionou
Mesmo cobrando absurdos R$ 10 de ingresso, os organizadores do FMI – Festival da Música Inédita devem ter saído no prejuízo. A observação, feita pelo colega Pedro Palazzo, faz sentido. A chuva forte que caiu em várias partes da cidade, além do esperado show do Ira! afugentaram o público do Martim Cererê. Havia um terço do pessoal que estava presente no lançamento do novo disco do MQN.
De qualquer forma valeu a pena. Cheguei no finalzinho do show do Hang the Superstars, a penúltima banda a tocar antes do esperado Cansei de Ser Sexy. A apresentação das meninas do Barbie´s Nightmare nem tinha acabado e a galera já gritava pelo CSS.
Todos os integrantes já estavam no palco quando a performática Lovefoxxx entrou, dando início ao show. A vocalista trocou o cabelo louro platinado por madeixas cor-de-mel e estava com os olhos maquiados fartamente com glitter turquesa. Usava um camisetão verde customizado em forma de body, meia-calça lilás e tênis All Star, que parecia ser o sapato oficial da banda.
Lovefoxxx dançou no melhor estilo anos 80, rolou pelo chão, cuspiu balinhas Tic-Tac na platéia e logo depois da primeira música falou que Goiânia era um dos melhores lugares para uma banda tocar. Era o mínimo a dizer diante da babação de ovo, que foi geral. O carinha que anunciava os shows chegou a soltar um “não é todo dia que o CSS toca em Goiânia”.
Lovefoxxx
De longe se percebeu que o único que entendia realmente de música era o baterista Adriano Cintra, que em alguns momentos também assumiu competentemente a guitarra. A banda abriu o show com Art Bitch. Na seqüência, Fuck off is not the only thing you have to show, Metting Paris Hilton e Bezzi, que teve o refrão suprimido por algo que eu não consegui ouvir direito o que era. De resto algumas músicas que eu não conhecia.
A cada intervalo a vocal Clara perguntava: “Cadê o mosh?”. Vestida com camiseta, meia-calça preta e uma charmosa calcinha bordada com paetês, Clara foi a surpresa agradável. Simpática, ela interagiu com a platéia e de tempos em tempos pedia: “Alguém aí tem uma cerveja?”. O público gostou. Uma garota atrás de mim gritava: “A Clara é liiiiiinda”.
Clara
Lá pela quinta música, atendendo ao pedido da “liiiiiinda”, a galera começou o desagradável mosh. Aí foi impossível continuar perto do palco.
Mas de um modo geral, o CSS não decepcionou. O público se divertiu e até eu pulei e cantei as músicas, no melhor estilo tiete. O que é, afinal, a forma mais gostosa de se curtir um show de rock.

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